ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!

ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!
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Terra Blog

19.09.08

OBSESSÕES E COMPULSÕES

Será que eu tenho TOC?

É uma pergunta que muitas pessoas já se fizeram uma vez e certamente, já ouviram falar bastante a respeito.

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido por TOC, é um transtorno mental de ansiedade e está classificado ao lado das fobias como: fobia social, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, entre outros.

Os sintomas do TOC, quando acentuados, envolvem alterações do comportamento (rituais, compulsôes, repetições, evitação...), do pensamento (obsessões, dúvidas, preocupações excessivas, etc) e por último, envolve o campo das emoções (desconforto, aflição, culpa e depressão). As práticas costumam aliviar a ansiedade "momentaneamente", levando o indivíduo a repetí-las e ampliá-las toda vez que sua mente é "invadida". Em vez de enfrentar seus medos, suas ações tornam-se repetidas e sempre acompanhadas de um estado de aflição muito grande. Esta falta de discernimento do que é patológico com o nível de preocupações e medos diários (os quais todos apresentam), faz com que os demais acreditem que os rituais do TOC são comportamentos normais, "manias", "chatices", o que acaba por perpetuá-los sem se dar conta de que o TOC é um transtorno mental grave e pode tornar a vida do portador um grande suplício, alastrando aos que estão à sua volta.

Mesmo desejando e se esforçando, a pessoa com TOC não consegue afastar os pensamentos, pois estes lhe são involuntários, também chamados de "pensamentos automáticos".

O uso de medicamento e psicoterapia tem se tornado ferramentas muito eficazes no combate dos sintomas do TOC. Uma vez que tanto a terapia quanto os medicamentos tem suas limitações, recomenda-se associá-los e a partir desta junção, torna-se possível reduzie ou até mesmo eliminar os sintomas do TOC.

A intervenção medicamentosa é recomendada, principalmente, quando existem outros problemas associados ao transtorno como, ansiedade e depressão ( o que é bastante comum). Mas o uso deste único recurso traz certos incovenientes: alguns efeitos colaterais, além de uma redução, em maioria dos casos, parcial dos sintomas. Visto que o medicamento é de uso isolado, ou seja, apenas uma modalidade do tratamento. E mesmo que haja resposta, esta será para amenizar os estados "emergenciais" decorrentes da doença.

Em casos acentuados, os sintomas relacionados ao TOC, interferem nos relacionamentos, compromissos sociais, profissionais, econômicos, modificando a vida rotina de vida não só da pessoa acometida pelo transtorno como também, a dinâmica familiar (sob a qual tem forte impacto). É comum que o os sintomas sejam mais intensos em casa e deminuam em outras situações.

No Brasil há uma estimativa de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas com TOC. E embora tenham a vida gravemente comprometida, muitas nunca foram diagnosticadas ou tratadas.

O primeiro passo para tratar o TOC é a realização de uma avaliação profissional abrangente (seja do psicólogo, psiquiatra ou médico de sua confiança) do paciente e de sua família. Após a determinação dos sintomas, estabelece-se um programa adequado de acompanhamento.

Se você apresenta suspeita de alguns sintomas relacionados à doença, procure um profissional para auxiliá-lo, lhe dar orientação, apoio e fornecer maiores informações a respeito do transtorno. Assim tornar-se-á possível inúmeras perspectivas para lidar ou eliminar o distúrbio.

Um grande beijo!

Ana Paula Polato
Psicóloga Clínica
CRP: 038361-14
Contato: anapolato@gmail.com

 

15.12.07

RELACIONAMENTOS DURADOUROS

Hoje em dia, graças ao divórcio, este fenômeno é mais aceito em todos os níveis. Ocorre que o fim de um casamento (seja ele por culpa de ambos, de uma das partes ou sem culpa) é mais amplamente admitido e a separação passa a ser comumente a solução de um problema e não mais o ato final de uma situação trágica. É aceito com mais facilidade que viver em um ambiente de tensão e incompreensão prejudica mais que uma separação.
Não tenho a pretensão de descrever porque um relacionamento afetivo efetivamente chega ao fim, haja vista que os fatores são singulares, situacionais e com suas complexidades particulares, não podendo ser descrito de forma generalista e plausível. Não existe um roteiro estabelecido, mas é válido salientar alguns pontos chaves que levam ao detrimento de uma união premeditada como eterna.
Para uma melhor compreensão das causas que levam a necessidade de uma quebra do vínculo do matrimônio é indispensável que analisemos as motivações (ou falta delas) existentes nesta união.
Uma das causas eminentes e freqüentemente vista nos dias de hoje norteia a inexperiência devida à juventude e a imaturidade do casal, que provoca surpresas desagradáveis no curso de sua vida em comum, principalmente quando saem da casa dos pais e deparam-se diretamente com a vida conjugal. As duas pessoas percebem que têm personalidades diferentes, divergências de interesses e de opiniões e os desejos de cada um crescem de modo distinto e em direções opostas. Para evitar atritos, há necessidade de desenvolver um certo grau de inteligência emocional e vontade para fazer com que uma relação seja sustentada por atos de ambas as partes, afinal, muitos confundem que ao se tratar de emoções, o amor deve caminhar por si só, de forma espontânea. Esta premissa, nada mais é do que um grande equívoco.
Outro fator também importante é o fato de as pessoas se casarem por motivos socialmente impostos pela cultura vigente. Casam-se simplesmente porque é assim que se espera que aconteça em determinada fase da vida. Se duas pessoas se casam simplesmente para serem socialmente aceitas, acabam iludidas por um conformismo e apego patológico que nos dá uma idéia previamente estabelecida de uma união instável, pouco feliz e sem grandes e significativos ideais a serem alcançados.
As obrigações criadas pela promessa de viver juntos na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe gera uma certa ansiedade a qual só se pode enfrentar com um bom equilíbrio psicoafetivo.
No início de toda a relação, seja esta de namoro, união estável ou casamento, existe um afeto, uma comunicação facilmente fluída, atração sexual, respeito e, na maioria das vezes, estima confiança recíproca. Nesta troca de admiração, são levados a crer que fazem parte de um encaixe perfeito, quase que uma designação divina. Com o passar do tempo, o período de encantamento diminui ou até mesmo passa, emergindo um outro aspecto da relação que nem todos estão preparados para encarar juntos.
Isto normalmente ocorre, porque ninguém pode deixar de levar para o casamento os próprios problemas e limitações. Pelo contrário, existe uma grande probabilidade de que as dificuldades pessoais se multipliquem em vez de desaparecerem, uma vez que cada um tem sua carga de problema somada à do companheiro(a). Resultando assim, em uma soma de dificuldades inesperadas, imprevistas e em alguns casos, inaceitáveis.
Há uma forte tendência em ignorar o fato de que um bom relacionamento se instaura somente entre indivíduos que são capazes de cuidar de si mesmos, aceitando os próprios traços e características. Trata-se de aceitar-se tal qual é!
Entramos então em um patamar desconhecido, onde se faz necessário aproximar a imagem idealizada à natureza real de cada um. Só assim é possível estabelecer as verdadeiras necessidades e também, aquilo que temos e queremos oferecer ao outro. Freqüentemente, nossos pedidos são diferentes daqueles que pensamos estar fazendo e caminha-se para uma desgastante busca de respostas satisfatórias para as promessas e pedidos que se fizeram e não se cumpriram.
A tentação de ver apenas o lado romântico da relação é substituída pela interpretação da realidade, um tanto distante do que normalmente idealizamos. Rancores, incompreensões, repreensões, lamentos, incompatibilidades, dificuldades que vêm à tona simultaneamente e, se não administradas, tornam a vida a dois pesada e amarga. Neste momento, inúmeros questionamentos nos levam a pensar “o quanto tal pessoa mudou, não se parece em nada com a pessoa com a qual me casei” e na verdade, alimentam uma ilusão de que o outro se transformou em outra pessoa, a qual você literalmente não reconhece. O que acontece é que no sentido natural da vida, as pessoas amadurecem, mudam e mudam-se suas exigências, seus pontos de vista, opiniões, sem que haja uma mudança correspondente no outro. Trata-se de uma mobilidade em todos os sentidos e todos os campos que, muitas vezes, elimina uma possibilidade real de se manterem raízes sólidas e inertes ao comportamento.
Em determinados casos, estas mudanças naturais revelam que algumas das expectativas não foram satisfeitas e talvez nunca serão. A pessoa que escolhemos para dividir a vida, simplesmente não pode carregar o ônus de não ser capaz de satisfazer sozinho todas as nossas necessidades afetivas mais profundas. Talvez, ela nem saiba o que você realmente deseja e vou além, quando satisfeita uma necessidade, surgem outras e assim sucessivamente. Temos grande parcela de responsabilidade sobre os nossos anseios e formas de concretizá-los e os fracassos de uma relação não devem ser atribuídos a um ou ao outro sem que cheguem de fato à raiz do problema. Sentir-se plenamente realizado é, antes de mais nada, ter um bom relacionamento consigo mesmo e com o ambiente circunstante. Somente a partir da convicção de que a maioria dos erros remete a ambos, é que podemos rever os fatos e evitar cicatrizes desagradáveis.
Contudo, a “relação ideal” com que muitas vezes sonhamos não existe. Existem por outro lado, muitas relações que funcionam bem. E dentre esses fatores podemos destacar:
- Uma continuidade de presença, mesmo que haja necessidade de estar mais ausente do que presente. Existem formas diferenciadas de estar a postos;
- Possibilidade sempre aberta a uma boa conversa, o que não significa trocar informações, mas expressar pensamentos, sentimentos e emoções.
- Saber ouvir a voz do outro;
- Saber ler a expressão do rosto, dos gestos ou subentendidos do outro;
- Contato afetivo, o que inclui carinho, atenções concretas, olhares, etc.
- Saber colocar-se no lugar do outro;
- Ter vivos interesses em comum que permitam enriquecer fazendo algumas coisas juntos;
- Respeito à individualidade e à autonomia do outro;
- Viver com criatividade, fazendo com que o presente não seja uma repetição obrigatória do passado;
- Reciprocidade, cumplicidade, entre outros.
Hoje, vivemos um momento que nos permite atravessar uma “experimentação de casal” antes de casar-se de fato. E começar uma vida matrimonial não significa ter de percorrer um caminho já traçado pela tradição, mas percorrer uma busca de equilíbrio e novas maneiras de ser. Sendo esta “experimentação” uma situação imposta de forma tolerante pela sociedade, é possível que as escolhas sejam livremente feitas de acordo com a afinidade ou desavenças de comportamentos difundidas entre o casal nesta fase de preparação para o casamento e evitam implicações futuras negativas do vínculo a ser estabelecido pelo casal.


AMOR E LUZ A TODOS!!

Com carinho,

Ana Paula Polato.
Psicóloga
Contato: anapolato@gmail.com

19.07.07

CRESCE A PROCURA PELA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

A Avaliação Psicológica é uma das atividades mais utilizadas no campo da Psicologia. Atualmente, a sociedade tem dado maior importância à questão do comportamento humano.

Sucintamente, a Avaliação Psicológica, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), consiste em um processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretações de informações a respeito dos fenômenos psicológicos.

O aumento da procura pela Avaliação é notável e vem sendo adotada como uma ferramenta bastante significativa, reconhecida e aplicada em campos como:

- Processos Seletivos, onde comporta a escolha de um profissional comportamentalmente apto para determinada função;
- Orientação Vocacional, dando ao estudante uma amplitude de possibilidades que se aproximam de um funcionamento inato;
- Porte de Armas, além de exigido por lei, estabelece critérios do perfil psicológico do indivíduo, aferindo-se a uma estrutura de personalidade que o torna apto ou não à obtenção do porte de armas;
- Obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), através de testagens que verificam a condição de um desempenho adequado no trânsito;
- Concursos Públicos, visando verificar características comportamentais e equilíbrio emocional ideal com a sua formação e o exercício da profissão;
- Auxílio a Perícias Judiciais, como meio de demonstrar evidências, reconhecer e demonstrar registros psicológicos com veracidade dos fatos, procedidos de alterações que podem ser perceptivas, cognitivas e afetivas.
- Recomenda-se também que seja feita uma Avaliação Psicológica como junta multidisciplinar na realização da Cirurgia Bariátrica (redução do estômago), sendo primordial no pré e no pós-cirúrgico, com o objetivo de ajudar o paciente a conhecer e compreender melhor a si mesmo, melhorando sua adesão ao tratamento e adaptação aos hábitos de sua nova imagem corporal, descobrindo e vivenciando novos prazeres, com corpo e mente modificados, para uma qualidade de vida melhor e mais leve.

Devido aos inúmeros questionamentos acerca desta prática, o CFP editou uma resolução que define o uso, elaboração e comercialização de testes psicológicos. Para evitar uma utilização equivocada, o psicólogo deve orientar-se frente ao Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI), que descreve os testes devidamente regulamentados, denominando sua recomendação em diferentes áreas da Psicologia. Cabe ao psicólogo utilizar somente os testes incluídos na lista dos aprovados e cumprir a resolução que rege o código de ética da sua profissão.

Sua utilização auxilia o psicólogo na identificação de problemas decorrentes da subjetividade humana e facilita a tomada de decisão tanto para diagnóstico quanto para intervenção. Uma problemática que norteia destaque é que, cada profissional apresenta uma demanda, cabendo a ele saber diferenciar e adaptar sua necessidade aos instrumentos que possui, ou seja, escolher a técnica mais apropriada face ao objetivo que se pretende alcançar.

Desta forma, a crescente procura pela Avaliação Psicológica objetiva conhecer o potencial de cada indivíduo, bem como suas competências pessoais, seguindo um critério mais específico do funcionamento da psique humana.

Amor e luz!!

Com carinho,

Ana Paula Ferrari Polato
Psicóloga 

Contato: anapolato@gmail.com

29.12.06

É fácil encontrar a felicidade?

Nem sempre! Os poetas a homenagearam, os romancistas a descreveram, os filósofos a contemplaram, mas grande parte deles a saudaram apenas de longe.
Os reis tentaram dominá-la, mas ela não se submeteu ao seu poder. Os ricos tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Os intelectuais tentaram entendê-la, mas ela os confundiu. Os famosos tentaram fasciná-la, mas ela lhes contou que preferia o anonimato. Os jovens disseram que ela lhes pertencia, mas ela lhes disse que não se encontrava no prazer imediato nem se deixava encontrar pelos que não pensavam nas conseqüências dos seus erros.
Alguns acreditaram que poderiam cultivá-la em laboratório. Isolaram-se do mundo e dos problemas da vida, mas a felicidade enviou um claro recado dizendo que ela apreciava o cheiro de gente e crescia no meio das dificuldades. Outros tentaram cultivá-la com os avanços da ciência e da tecnologia, mas eis que a ciência e a tecnologia se multiplicaram e a tristeza e as mazelas da alma se expandiram.
Desesperados, muitos tentaram encontrar a felicidade em todos os cantos do mundo. Mas no espaço ela não estava, nos mais altos edifícios não fez moradia, no interior dos palácios não habitava. Cansados de procurá-la, alguns disseram: “ela não existe, é um sonho de sonhadores que nunca acordam”.
A felicidade bateu à porta de todos. Deu sinal de vida na história dos abatidos e dos animados, dos depressivos e dos sorridentes, dos que representam e dos que vivem sem maquiagem. Sussurrando aos ouvidos do coração, ela disse baixinho: “Hey, não estou no mundo em que você está, mas no mundo que você é!”. Confusos, gritamos: “O que? Fale mais alto”.
A maioria das pessoas não entendeu a sua linguagem. Esperavam que ela se manifestasse como o ribombar dos trovões. Mas ela ama o silêncio. Sorrateira, ela aparece quase imperceptível nas curvas da vida e nas coisas singelas da existência. O resultado é que a felicidade habitou na alma de muitos por pouco tempo e na alma de poucos por toda a vida.
A felicidade tem muitas filhas e filhos: o amor, a tranqüilidade, a sabedoria, a alegria, a paciência, a tolerância, a solidariedade, o perdão, a perseverança, o domínio próprio, a bondade, a auto-estima. Nunca se viu uma família tão unida! Se você maltratar alguns dos seus membros, tem grande chance de perder a família toda. Se ferir o amor, perderá a tranqüilidade; se a tranqüilidade abandoná-lo, perderá a perseverança; se a perseverança partir, perderá a sabedoria; se a sabedoria se for, a auto-estima dirá adeus. Multiplicamos as escolas, mas não multiplicamos os homens que pensam.
Multiplicamos o número de psicólogos e psiquiatras no mundo, mas não expandimos a produção de homens que tenham qualidade de vida e saibam navegar em suas emoções. Não é possível apagar nossas histórias, só é possível reescrevê-las. Você pode e deve encontrar o caminho da felicidade, as veredas da tranqüilidade, o prazer do diálogo, a coragem para superar suas crises e a lucidez para resgatar o encanto pela vida.

Por Augusto Cury, psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor.


Feliz Ano Novo a todos, que vocês possam ter um ano colorido, regado de FELICIDADE, AMOR E LUZ!!


Com carinho,
Ana Paula Polato
Psicóloga
anapolato@gmail.com

25.10.06

COISAS QUE APRENDI...

Eu aprendi que eu não posso fazer alguém me amar. Tudo o que posso fazer é ser alguém que possa ser amada, o resto depende deste alguém.

Eu aprendi que não importa o quanto eu demonstre carinho, algumas pessoas simplesmente não se importam em retornar o afeto.

Eu aprendi que a confiança demora anos para ser adquirida e alguns minutos para ser destruída.

Eu aprendi que não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na minha vida é o que realmente conta.

Eu aprendi que posso tomar uma decisão precipitada e que trará conseqüências pro resto da minha vida.

Eu aprendi que está demorando muito pra eu me tornar a pessoa que eu almejo ser.

Eu aprendi que devemos nos despedir das pessoas que nos são queridas com palavras amáveis, pode ser que esta seja a última vez que nos despedimos delas.

Eu aprendi que depois que decido que não consigo seguir em frente, eu vou além mais um pouco.

Eu aprendi que somos responsáveis por tudo que fazemos, não importa o que sentimos.

Eu aprendi que eu controlo a minha atitude ou ela me controlará.

Eu aprendi que não importa o quanto um relacionamento é quente no início, a paixão acaba e é melhor que haja algum sentimento mais forte para tomar o lugar dela.

Eu aprendi que HERÓI é a pessoa que faz o que é necessário ser feito, não se importando com as conseqüências.

Eu aprendi que minha amiga e eu podemos fazer tudo ou nada e nos divertirmos da mesma forma.

Eu aprendi que muitas vezes as pessoas que eu esperava que me desprezariam, foram justamente as que me ajudaram a levantar da minha queda.

Eu aprendi que muitas vezes eu fiquei irritada e eu tenho o direito de ficar, mas isto não me dá o direito de ser cruel com os outros.

Eu aprendi que uma amizade verdadeira continua a crescer independente da distância que nos separa (a mesma coisa funciona para o amor verdadeiro).

Eu aprendi que não é porque alguém não me ama da maneira que eu espero ser amada que ele não me ame com tudo o que ele entende por amor.

Eu aprendi que maturidade tem a ver com as experiências que eu tive e não com a quantidade de aniversários que eu completo.

Eu aprendi que eu nunca devo dizer a uma criança que os sonhos dela são impossíveis (que tragédia seria se a criança acreditasse em minhas palavras!).

Eu aprendi que não posso contar sempre com a minha família, pois pessoas que não são nossos parentes podem fazer mais por nós e também nos ensinar a amar. Família não é só a biológica.

Eu aprendi que não importa o quanto a nossa melhor amiga é boa, ela vai nos machucar de vez em quando e será preciso perdoá-la.

Eu aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoada, nós temos que aprender perdoar a nós mesmos em primeiro lugar.

Eu aprendi que não importa o quanto o meu coração está doendo, o mundo não para.

Eu aprendi que duas pessoas podem olhar para uma mesma direção e ter opiniões completamente diferentes.

Eu aprendi que não importa o quanto protegemos nossos filhos (mesmo os de 4 patas), pois eles ficarão machucados e nós ficaremos feridos também.

Eu aprendi que quando não tenho mais nada de mim para dar, se uma amiga precisa do meu apoio, eu encontro energia suficiente para ajudá-la.

Eu aprendi que um diploma na parede não me faz uma pessoa descente.

Eu aprendi que aqueles que nós amamos mais são os primeiros a serem levados pela morte.

Eu aprendi que é muito difícil determinar ser boa e não machucar as pessoas e ainda assim, permanecer firme no que acredito.

Eu aprendi que muitos podem me achar tola, mas nada me convence desacreditar que no fundo eu sou APENAS JUSTA!!

Eu aprendi que a minha vida pode estar confusa, mas as coisas lindas, muito mais do que lindas, sempre ficarão.

Eu aprendi que com o tempo até o caos se organiza e chegará o dia em que tudo fará sentido.

Eu aprendi que é inevitável chorar, sentir angústia, tropeçar em pedras, mas que para crescer é necessário ver rolar todas as lágrimas e tropeçar em todas as pedras, o que não se pode fazer é culpar a sorte por esses tropeços enquanto os outros passam por nós e seguem adiante.

Eu aprendi que fazer o BEM me faz BEM...mesmo que as adversidades me forcem experimentar sentimentos destrutivos.

Eu aprendi que a cada dia eu aprendo um pouco mais e sempre terei algo novo para escrever sobre AS COISAS QUE APRENDI!!

AMOR E LUZ!!

Com carinho, Ana Paula.