ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!

ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!
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Arquivo de: Outubro 2006, 02

02.10.06

Como saber usar o stress

Você já parou para pensar quantas vezes por dia você fica estressado?
Na verdade, todos nós experimentamos estresse através de incontáveis eventos. E é praticamente impossível dissociar estresse de situações comuns da vida cotidiana, que nasce da interação que o indivíduo experimenta junto ao meio em que vive.

De forma sucinta, damos o significado de estresse “a qualquer estímulo ou mudança no meio externo ou interno gerador de tensão, que ameaça a integridade sociopsicossomática da pessoa”, como afirmam Andrade e Okabe (1996, p.25-26).

A exposição ao estresse pode levar a dolorosas emoções, como reações psicológicas de ansiedade, depressão, raiva, agressão, apatia e prejuízo cognitivo (problemas de concentração e desempenho).

A resposta mais comum a um fator de estresse é a ansiedade. Por ansiedade, entendemos qualquer emoção desagradável como preocupação, apreensão, tensão e medo.

Um bom exemplo para caracterizar um evento de estresse está nas situações marcantes enfrentadas no momento atual pelas organizações. O mundo todo e, por conseguinte as empresas brasileiras estão vivendo um momento em que o grande desafio é a MUDANÇA. O ritmo dinâmico da mudança transforma-se em dificuldade de adaptar-se com aquela rapidez considerada adequada às novas descobertas, provocando assim, um ambiente turbulento, no qual o ajustamento se torna uma difícil missão a todos.

Vale ressaltar que esta doença pode afetar diretamente a saúde. Não importando o fator de estresse, o corpo prepara-se automaticamente para lidar com a emergência, criando uma super-excitação. Essa mudança fisiológica resulta da ativação de dois sistemas neuroendócrinos controlados pelo hipotálomo, são eles: sistema nervoso simpático (prepara o organismo para luta ou fuga) ou sistema adrenal-cortical (que é ativado quando o hipotálomo segrega uma substância química que age sobre a glândula pituitária) e assim os hormônios de estresse são levados pela corrente sanguínea para órgãos e músculos relevantes, podendo prejudicar o sistema imunológico. O excesso crônico de excitação causado pelo estresse pode contribuir para a doença cardíaca coronariana (DCC), que ocorre quando os vasos sanguíneos que suprem os músculos cardíacos são estreitados ou obstruídos, bloqueando o fluxo de oxigênio e nutrientes para o coração. A DCC também está ligada à alta pressão sanguínea, alto colesterol sérico, diabete, tabagismo e obesidade.

A forma como o ser humano avalia os eventos estressantes pode influenciar sua vulnerabilidade à doença, ou seja, ser capaz de prever a ocorrência de um evento estressante geralmente reduz a gravidade do estresse, mesmo que o indivíduo não possa controlá-lo.

Além de buscar apoio social positivo em momentos de estresse, as pessoas podem aprender outras técnicas para a redução dos seus efeitos negativos sobre o corpo e a mente. Algumas ferramentas incluem o engajamento em exercícios físicos, atividades agradáveis, reforçadoras, técnicas de relaxamento, que tendem a aumentar o senso de controle, alimentação rica em nutrientes, entre inúmeras outras.

O ideal seria que as pessoas aprendessem a manejar o stress de modo a terem uma
vida mais feliz, motivada e produtiva em todos os seus aspectos. Para isso, torna-se importante buscar subsídios para identificar e gerenciar as fontes do estresse, seja com o médico de sua preferência ou com um psicólogo, que possa auxiliar, com estratégias psicológicas, como lidar com o excesso de tensão.

Segundo Marilda Lipp, Psicóloga do Centro de Controle do Stress de São Paulo, “quando sabemos usar a força energética gerada pelo stress podemos atingir picos incríveis de produtividade sem arriscarmos o adoecimento do organismo”.
Sem dúvida, saber usar o stress é uma arte que vale a pena.

Ana Paula Polato.
Psicóloga 
E-mail: anapolato@gmail.com

O contexto das relações humanas

Quando fui convidada a escrever algo para esta coluna, pensei sobre algum assunto o qual pudesse discorrer a respeito e não me ocorreu nada mais oportuno do que falar sobre o próprio ser humano.

Como psicóloga, ainda em início de carreira, fico surpreendida com o que se apresenta como “males do comportamento humano”. Parece bastante complexo e, na verdade o é! Felizmente me conforta saber que não faltam oportunidades de cura para tais males.

Passamos hoje por rápidas e profundas transformações em todos os setores da sociedade. Vivemos crises econômicas, sociais, desagregação política e civil, guerras localizadas, discriminação, entre outros. Todos estes fatores nos fazem persistir na crença de que o respeito pelo ser humano ainda é o melhor recurso para responder esta problemática.

É certo que todo ser humano é dotado de muitas qualidades, são características pessoais e, portanto, limitadas e restritas. A variabilidade humana (tanto no plano físico como psicológico) leva as pessoas a se comportarem e perceberem situações diferentemente, de acordo com a sua própria capacidade.

Pessoalmente, acredito que as crises enfrentadas hoje no Brasil, não só marcam a nossa sociedade como também podem ser encaradas como produto destas limitações humanas. O comportamento das pessoas é orientado para a satisfação de necessidades pessoais e para o alcance de seus objetivos e aspirações e, é natural que assim seja.

Acho que todos vocês já ouviram a velha frase “A COMUNICAÇÃO É UMA VIA DE MÃO DUPLA”, não é mesmo? Partindo daí, em qualquer relacionamento humano, se você procura ter uma visão clara sobre a outra pessoa, você deve oferecer um relance de si mesmo. Se não estivermos conscientes de nossas próprias necessidades e não decidirmos o que queremos de um amigo, de um companheiro, de um patrão ou de um colaborador, não será justo culpá-lo por nos desapontar.

Uma vez que você saiba o que está procurando, você terá mais chances de reconhecer quando o encontrar. E talvez, esse seja um bom ingrediente para tentarmos entender o que nos perturba a ponto de estarmos dispostos a ignorar ou desrespeitar ao próximo.

Lembre-se que você precisa avaliar muita informação sobre as pessoas antes de encontrar os padrões que o tornarão capaz de entendê-las. Esses são apenas os primeiros passos no caminho de compreender e respeitar todo e qualquer ser humano.

Não pare por aqui, continue a jornada!!



Ana Paula Polato.
Psicóloga.
E-mail:
anapolato@gmail.com