ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!

ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!
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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2006, 03

03.10.06

A AUTO-ESTIMA EM JOGO

Acredito que a maioria das pessoas já enfrentou os “vacilos” de auto-estima. Muitos se pegam em momentos da vida se perguntando o quanto já se detestou ou se amou; Quando estará plenamente satisfeito com o atual estado de espírito; Quando encontrará prazer em todas as coisas que acontecem ao seu redor; Qual o remédio mais eficaz para superar crises de melancolia e falta de valia; Porque tudo parece conspirar contra quando desejamos algo difícil e assim por diante.
Principalmente em situações embaraçosas, deparamo-nos com julgamentos alheios de aceitação ou rejeição, satisfação ou descontentamento consigo mesmo. Parece uma informação inegável, não?

Somos acometidos por uma impressão equivocada e desagradável de que somos sensíveis a toda forma de rejeição social. Isso porque o ser humano é um animal social por necessidade. E essa sociabilidade reflete em sentimentos de popularidade, poder, aceitação, influências familiares, aspectos culturais, aparência física, êxito profissional, escolar, esportivo e até afetivo.

Entra-se em um ciclo de tentar convencer os outros e a si mesma de suas qualidades e potencialidades. E acreditam que a auto-estima deve parecer elevada o tempo todo. Um grande erro!

O importante para manter uma auto-estima saudável é se manter estável diante de eventos diversos, em diferentes campos, olhando para si como alguém capaz de desempenhar papéis significativos dentro de seus interesses e limitações. Porque desejaríamos obter sucesso em algo que não nos é interessante? Pelo simples fato de colecionar êxitos? Se estiveres disposto a isto, é melhor que esteja preparado psicologicamente para lidar com algumas frustrações.

Podemos nos reconhecer capazes, fortes, inteligentes, termos autonomia e ainda assim, cometer erros. Afinal, somos vulneráveis às falhas, o que não é motivo de vergonha ou falta de capacidade.

Podemos aproveitar um episódio assim para lançarmos questionamentos e aprendizado. Ou alguém tem a pretensão de jamais errar na vida?

Em contrapartida à baixa auto-estima, o apreço exagerado por si mesmo leva o indivíduo a se depreciar gradualmente. Pessoas com a auto-imagem muito elevada fazem avaliações instáveis sobre si, atribuem a responsabilidade de seus fracassos aos outros ou às circunstâncias e não suportam críticas. É claro que manter a auto-estima é de extrema importância, mas nem sempre é fácil valorizar-se sem se torturar diante das limitações comuns. E partindo para um extremo, estas situações podem levar a um desencadeamento de quadros patológicos como depressão, ansiedade, stress e distúrbios alimentares (bulimia e anorexia).

Contudo, a forma como nos vemos se reflete nos relacionamentos, desempenho, amor próprio, realizações pessoais, enfim, mais do que ter “boa” auto-estima, é importante mantê-la estável e cultivar a auto-crítica na dose certa. Se conseguirmos localizar os mecanismos internos e externos deste processo e descobrir como explorá-los, teremos um poder muito maior para alcançar os nossos mais caros objetivos. O auto-controle ajuda a vencer pequenos desafios e, para mudar de vida, precisamos estar no comando da situação, afinal, quando nos convenceremos de que encerras tudo em nós?

Bom treino a todos!



Ana Paula Polato
Psicóloga
Contato:
anapolato@gmail.com

FALANDO DE AMOR

Sempre tive vontade de escrever sobre o AMOR, pois as nossas mentes descrêem enfaticamente do poder do amor. Que tal começarmos esta leitura assumindo que coisas empolgantes e prazerosas estão acontecendo por toda a parte?

O amor se aprende? Se usarmos a mesma ótica em vários âmbitos da vida, podemos concordar. O amor se aprende sim. Bem como o medo se aprende, o preconceito, a preocupação, o ódio, a responsabilidade, a bondade, a distinção, entre outros. Tudo isso se aprende na sociedade, no lar, num relacionamento.

Cada caminho é apenas um entre milhões, mas todos os caminhos são os mesmos, não levam a lugar algum. A pergunta que devemos fazer é: Esse caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom. Se não tiver, não tem utilidade.

Não conheço nenhuma cultura tão dedicada ao prazer quanto a nossa. Nós nos perdemos em busca do prazer, tanto que nos esquecemos que existem outras coisas. Somos uma cultura que detesta o sofrimento, mas ele é um mestre. Não estou dizendo para embutirmos sofrimento no coração, afinal, eu, como a maioria, prefiro a alegria, que também é uma grande mestra. O desespero, o assombro, a confusão, estes também são. A vida é uma grande mestra, mas a morte também. E por aí vai...Quem saberia verdadeiramente viver sem entender o que é a morte? Todo rio corre par o mesmo mar e a opção é só sua.

Quais os fatores que nos impedem de ver o que é essencial? Costumamos ver apenas uma parcela das coisas em nosso ambiente. Há uma porção de coisas ao nosso redor a todo momento e os nossos sentidos nos limitam enxergar. As nossas categorias pessoais e culturais limitam, nossa linguagem limita e até as normas da ciência que nos fazem selecionar mais as informações que consideramos verdadeiras limitam. Para onde quer que nos voltemos, temos consciência de um espaço reduzido e nos satisfazemos em pensar que é só o que existe.

Nossas vidas são sobrecarregadas e, muitas vezes, nos parece um negócio terrivelmente complicado. No entanto, continuamos, dia a dia, esperando inconscientemente algo mais simples e com mais significado.

Uma em cada sete pessoas necessita de auxílio terapêutico antes de chegar aos 40 anos. Em cada três casamentos, um termina em divórcio. O que você acha destas estatísticas?

Temos que tornar a confiar, acreditar. Claro que é um risco! Depois que você começa a se ligar no risco, toda a sua vida se modifica. Mas a modificação e o crescimento só se dão quando você está disposto a arriscar. Nunca se tem certeza de nada, tudo é um risco. Vou citar alguns bons exemplos:

- Rir é arriscar-se a parecer tolo;
- Chorar é arriscar-se a parecer sentimental;
- Procurar o outro é arriscar-se a se envolver;
- Expor suas idéias é arriscar-se a parecer ingênuo;
- Amar é arriscar-se a não ser amado;
- Viver é arriscar-se a morrer.

Você está pronto para isso? Somente a pessoa que arrisca é verdadeiramente livre. A vida é um processo que se faz passo a passo, não é uma meta. E se cada passo for maravilhoso e mágico, assim será a sua vida. E o AMOR, nada mais é do que a vida em todos os seus aspectos.

Amor e luz a todos!

Ana Paula Polato.
Psicóloga
Contato:
anapolato@gmail.com