ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!

ANA PAULA POLATO

Alguns dos artigos abaixo são publicados no suplemento MEDICINA E SAÚDE do jornal A Tribuna-MT e podem ser encontrados também, nas revistas e site da RedePsi. Agradeço os vários e-mails que tenho recebido como resposta do meu trabalho!
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Terra Blog

13.10.06

CONSELHOS

Dona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada. Estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido, com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só... Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas - disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. - Mas a senhora ainda nem viu seu quarto...

- Nem preciso ver - respondeu ela. Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando.

Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita.

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
2. Dê preferência aos amigos alegres. Os "baixo astral" puxam você para baixo.
3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
4. Curta coisas simples.
5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
6. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável,
melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.


E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego ...
de tanto rir ...
de surpresa ...
de êxtase ...
de felicidade!
(Autor desconhecido).



AMOR E LUZ!
Com carinho,

Ana Paula Polato.
Contato: anapolato@gmail.com

03.10.06

A AUTO-ESTIMA EM JOGO

Acredito que a maioria das pessoas já enfrentou os “vacilos” de auto-estima. Muitos se pegam em momentos da vida se perguntando o quanto já se detestou ou se amou; Quando estará plenamente satisfeito com o atual estado de espírito; Quando encontrará prazer em todas as coisas que acontecem ao seu redor; Qual o remédio mais eficaz para superar crises de melancolia e falta de valia; Porque tudo parece conspirar contra quando desejamos algo difícil e assim por diante.
Principalmente em situações embaraçosas, deparamo-nos com julgamentos alheios de aceitação ou rejeição, satisfação ou descontentamento consigo mesmo. Parece uma informação inegável, não?

Somos acometidos por uma impressão equivocada e desagradável de que somos sensíveis a toda forma de rejeição social. Isso porque o ser humano é um animal social por necessidade. E essa sociabilidade reflete em sentimentos de popularidade, poder, aceitação, influências familiares, aspectos culturais, aparência física, êxito profissional, escolar, esportivo e até afetivo.

Entra-se em um ciclo de tentar convencer os outros e a si mesma de suas qualidades e potencialidades. E acreditam que a auto-estima deve parecer elevada o tempo todo. Um grande erro!

O importante para manter uma auto-estima saudável é se manter estável diante de eventos diversos, em diferentes campos, olhando para si como alguém capaz de desempenhar papéis significativos dentro de seus interesses e limitações. Porque desejaríamos obter sucesso em algo que não nos é interessante? Pelo simples fato de colecionar êxitos? Se estiveres disposto a isto, é melhor que esteja preparado psicologicamente para lidar com algumas frustrações.

Podemos nos reconhecer capazes, fortes, inteligentes, termos autonomia e ainda assim, cometer erros. Afinal, somos vulneráveis às falhas, o que não é motivo de vergonha ou falta de capacidade.

Podemos aproveitar um episódio assim para lançarmos questionamentos e aprendizado. Ou alguém tem a pretensão de jamais errar na vida?

Em contrapartida à baixa auto-estima, o apreço exagerado por si mesmo leva o indivíduo a se depreciar gradualmente. Pessoas com a auto-imagem muito elevada fazem avaliações instáveis sobre si, atribuem a responsabilidade de seus fracassos aos outros ou às circunstâncias e não suportam críticas. É claro que manter a auto-estima é de extrema importância, mas nem sempre é fácil valorizar-se sem se torturar diante das limitações comuns. E partindo para um extremo, estas situações podem levar a um desencadeamento de quadros patológicos como depressão, ansiedade, stress e distúrbios alimentares (bulimia e anorexia).

Contudo, a forma como nos vemos se reflete nos relacionamentos, desempenho, amor próprio, realizações pessoais, enfim, mais do que ter “boa” auto-estima, é importante mantê-la estável e cultivar a auto-crítica na dose certa. Se conseguirmos localizar os mecanismos internos e externos deste processo e descobrir como explorá-los, teremos um poder muito maior para alcançar os nossos mais caros objetivos. O auto-controle ajuda a vencer pequenos desafios e, para mudar de vida, precisamos estar no comando da situação, afinal, quando nos convenceremos de que encerras tudo em nós?

Bom treino a todos!



Ana Paula Polato
Psicóloga
Contato:
anapolato@gmail.com

FALANDO DE AMOR

Sempre tive vontade de escrever sobre o AMOR, pois as nossas mentes descrêem enfaticamente do poder do amor. Que tal começarmos esta leitura assumindo que coisas empolgantes e prazerosas estão acontecendo por toda a parte?

O amor se aprende? Se usarmos a mesma ótica em vários âmbitos da vida, podemos concordar. O amor se aprende sim. Bem como o medo se aprende, o preconceito, a preocupação, o ódio, a responsabilidade, a bondade, a distinção, entre outros. Tudo isso se aprende na sociedade, no lar, num relacionamento.

Cada caminho é apenas um entre milhões, mas todos os caminhos são os mesmos, não levam a lugar algum. A pergunta que devemos fazer é: Esse caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom. Se não tiver, não tem utilidade.

Não conheço nenhuma cultura tão dedicada ao prazer quanto a nossa. Nós nos perdemos em busca do prazer, tanto que nos esquecemos que existem outras coisas. Somos uma cultura que detesta o sofrimento, mas ele é um mestre. Não estou dizendo para embutirmos sofrimento no coração, afinal, eu, como a maioria, prefiro a alegria, que também é uma grande mestra. O desespero, o assombro, a confusão, estes também são. A vida é uma grande mestra, mas a morte também. E por aí vai...Quem saberia verdadeiramente viver sem entender o que é a morte? Todo rio corre par o mesmo mar e a opção é só sua.

Quais os fatores que nos impedem de ver o que é essencial? Costumamos ver apenas uma parcela das coisas em nosso ambiente. Há uma porção de coisas ao nosso redor a todo momento e os nossos sentidos nos limitam enxergar. As nossas categorias pessoais e culturais limitam, nossa linguagem limita e até as normas da ciência que nos fazem selecionar mais as informações que consideramos verdadeiras limitam. Para onde quer que nos voltemos, temos consciência de um espaço reduzido e nos satisfazemos em pensar que é só o que existe.

Nossas vidas são sobrecarregadas e, muitas vezes, nos parece um negócio terrivelmente complicado. No entanto, continuamos, dia a dia, esperando inconscientemente algo mais simples e com mais significado.

Uma em cada sete pessoas necessita de auxílio terapêutico antes de chegar aos 40 anos. Em cada três casamentos, um termina em divórcio. O que você acha destas estatísticas?

Temos que tornar a confiar, acreditar. Claro que é um risco! Depois que você começa a se ligar no risco, toda a sua vida se modifica. Mas a modificação e o crescimento só se dão quando você está disposto a arriscar. Nunca se tem certeza de nada, tudo é um risco. Vou citar alguns bons exemplos:

- Rir é arriscar-se a parecer tolo;
- Chorar é arriscar-se a parecer sentimental;
- Procurar o outro é arriscar-se a se envolver;
- Expor suas idéias é arriscar-se a parecer ingênuo;
- Amar é arriscar-se a não ser amado;
- Viver é arriscar-se a morrer.

Você está pronto para isso? Somente a pessoa que arrisca é verdadeiramente livre. A vida é um processo que se faz passo a passo, não é uma meta. E se cada passo for maravilhoso e mágico, assim será a sua vida. E o AMOR, nada mais é do que a vida em todos os seus aspectos.

Amor e luz a todos!

Ana Paula Polato.
Psicóloga
Contato:
anapolato@gmail.com

02.10.06

Como saber usar o stress

Você já parou para pensar quantas vezes por dia você fica estressado?
Na verdade, todos nós experimentamos estresse através de incontáveis eventos. E é praticamente impossível dissociar estresse de situações comuns da vida cotidiana, que nasce da interação que o indivíduo experimenta junto ao meio em que vive.

De forma sucinta, damos o significado de estresse “a qualquer estímulo ou mudança no meio externo ou interno gerador de tensão, que ameaça a integridade sociopsicossomática da pessoa”, como afirmam Andrade e Okabe (1996, p.25-26).

A exposição ao estresse pode levar a dolorosas emoções, como reações psicológicas de ansiedade, depressão, raiva, agressão, apatia e prejuízo cognitivo (problemas de concentração e desempenho).

A resposta mais comum a um fator de estresse é a ansiedade. Por ansiedade, entendemos qualquer emoção desagradável como preocupação, apreensão, tensão e medo.

Um bom exemplo para caracterizar um evento de estresse está nas situações marcantes enfrentadas no momento atual pelas organizações. O mundo todo e, por conseguinte as empresas brasileiras estão vivendo um momento em que o grande desafio é a MUDANÇA. O ritmo dinâmico da mudança transforma-se em dificuldade de adaptar-se com aquela rapidez considerada adequada às novas descobertas, provocando assim, um ambiente turbulento, no qual o ajustamento se torna uma difícil missão a todos.

Vale ressaltar que esta doença pode afetar diretamente a saúde. Não importando o fator de estresse, o corpo prepara-se automaticamente para lidar com a emergência, criando uma super-excitação. Essa mudança fisiológica resulta da ativação de dois sistemas neuroendócrinos controlados pelo hipotálomo, são eles: sistema nervoso simpático (prepara o organismo para luta ou fuga) ou sistema adrenal-cortical (que é ativado quando o hipotálomo segrega uma substância química que age sobre a glândula pituitária) e assim os hormônios de estresse são levados pela corrente sanguínea para órgãos e músculos relevantes, podendo prejudicar o sistema imunológico. O excesso crônico de excitação causado pelo estresse pode contribuir para a doença cardíaca coronariana (DCC), que ocorre quando os vasos sanguíneos que suprem os músculos cardíacos são estreitados ou obstruídos, bloqueando o fluxo de oxigênio e nutrientes para o coração. A DCC também está ligada à alta pressão sanguínea, alto colesterol sérico, diabete, tabagismo e obesidade.

A forma como o ser humano avalia os eventos estressantes pode influenciar sua vulnerabilidade à doença, ou seja, ser capaz de prever a ocorrência de um evento estressante geralmente reduz a gravidade do estresse, mesmo que o indivíduo não possa controlá-lo.

Além de buscar apoio social positivo em momentos de estresse, as pessoas podem aprender outras técnicas para a redução dos seus efeitos negativos sobre o corpo e a mente. Algumas ferramentas incluem o engajamento em exercícios físicos, atividades agradáveis, reforçadoras, técnicas de relaxamento, que tendem a aumentar o senso de controle, alimentação rica em nutrientes, entre inúmeras outras.

O ideal seria que as pessoas aprendessem a manejar o stress de modo a terem uma
vida mais feliz, motivada e produtiva em todos os seus aspectos. Para isso, torna-se importante buscar subsídios para identificar e gerenciar as fontes do estresse, seja com o médico de sua preferência ou com um psicólogo, que possa auxiliar, com estratégias psicológicas, como lidar com o excesso de tensão.

Segundo Marilda Lipp, Psicóloga do Centro de Controle do Stress de São Paulo, “quando sabemos usar a força energética gerada pelo stress podemos atingir picos incríveis de produtividade sem arriscarmos o adoecimento do organismo”.
Sem dúvida, saber usar o stress é uma arte que vale a pena.

Ana Paula Polato.
Psicóloga 
E-mail: anapolato@gmail.com

O contexto das relações humanas

Quando fui convidada a escrever algo para esta coluna, pensei sobre algum assunto o qual pudesse discorrer a respeito e não me ocorreu nada mais oportuno do que falar sobre o próprio ser humano.

Como psicóloga, ainda em início de carreira, fico surpreendida com o que se apresenta como “males do comportamento humano”. Parece bastante complexo e, na verdade o é! Felizmente me conforta saber que não faltam oportunidades de cura para tais males.

Passamos hoje por rápidas e profundas transformações em todos os setores da sociedade. Vivemos crises econômicas, sociais, desagregação política e civil, guerras localizadas, discriminação, entre outros. Todos estes fatores nos fazem persistir na crença de que o respeito pelo ser humano ainda é o melhor recurso para responder esta problemática.

É certo que todo ser humano é dotado de muitas qualidades, são características pessoais e, portanto, limitadas e restritas. A variabilidade humana (tanto no plano físico como psicológico) leva as pessoas a se comportarem e perceberem situações diferentemente, de acordo com a sua própria capacidade.

Pessoalmente, acredito que as crises enfrentadas hoje no Brasil, não só marcam a nossa sociedade como também podem ser encaradas como produto destas limitações humanas. O comportamento das pessoas é orientado para a satisfação de necessidades pessoais e para o alcance de seus objetivos e aspirações e, é natural que assim seja.

Acho que todos vocês já ouviram a velha frase “A COMUNICAÇÃO É UMA VIA DE MÃO DUPLA”, não é mesmo? Partindo daí, em qualquer relacionamento humano, se você procura ter uma visão clara sobre a outra pessoa, você deve oferecer um relance de si mesmo. Se não estivermos conscientes de nossas próprias necessidades e não decidirmos o que queremos de um amigo, de um companheiro, de um patrão ou de um colaborador, não será justo culpá-lo por nos desapontar.

Uma vez que você saiba o que está procurando, você terá mais chances de reconhecer quando o encontrar. E talvez, esse seja um bom ingrediente para tentarmos entender o que nos perturba a ponto de estarmos dispostos a ignorar ou desrespeitar ao próximo.

Lembre-se que você precisa avaliar muita informação sobre as pessoas antes de encontrar os padrões que o tornarão capaz de entendê-las. Esses são apenas os primeiros passos no caminho de compreender e respeitar todo e qualquer ser humano.

Não pare por aqui, continue a jornada!!



Ana Paula Polato.
Psicóloga.
E-mail:
anapolato@gmail.com