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Você já parou para pensar quantas vezes por dia você fica estressado?
Na verdade, todos nós experimentamos estresse através de incontáveis eventos. E é praticamente impossível dissociar estresse de situações comuns da vida cotidiana, que nasce da interação que o indivíduo experimenta junto ao meio em que vive.
De forma sucinta, damos o significado de estresse “a qualquer estímulo ou mudança no meio externo ou interno gerador de tensão, que ameaça a integridade sociopsicossomática da pessoa”, como afirmam Andrade e Okabe (1996, p.25-26).
A exposição ao estresse pode levar a dolorosas emoções, como reações psicológicas de ansiedade, depressão, raiva, agressão, apatia e prejuízo cognitivo (problemas de concentração e desempenho).
A resposta mais comum a um fator de estresse é a ansiedade. Por ansiedade, entendemos qualquer emoção desagradável como preocupação, apreensão, tensão e medo.
Um bom exemplo para caracterizar um evento de estresse está nas situações marcantes enfrentadas no momento atual pelas organizações. O mundo todo e, por conseguinte as empresas brasileiras estão vivendo um momento em que o grande desafio é a MUDANÇA. O ritmo dinâmico da mudança transforma-se em dificuldade de adaptar-se com aquela rapidez considerada adequada às novas descobertas, provocando assim, um ambiente turbulento, no qual o ajustamento se torna uma difícil missão a todos.
Vale ressaltar que esta doença pode afetar diretamente a saúde. Não importando o fator de estresse, o corpo prepara-se automaticamente para lidar com a emergência, criando uma super-excitação. Essa mudança fisiológica resulta da ativação de dois sistemas neuroendócrinos controlados pelo hipotálomo, são eles: sistema nervoso simpático (prepara o organismo para luta ou fuga) ou sistema adrenal-cortical (que é ativado quando o hipotálomo segrega uma substância química que age sobre a glândula pituitária) e assim os hormônios de estresse são levados pela corrente sanguínea para órgãos e músculos relevantes, podendo prejudicar o sistema imunológico. O excesso crônico de excitação causado pelo estresse pode contribuir para a doença cardíaca coronariana (DCC), que ocorre quando os vasos sanguíneos que suprem os músculos cardíacos são estreitados ou obstruídos, bloqueando o fluxo de oxigênio e nutrientes para o coração. A DCC também está ligada à alta pressão sanguínea, alto colesterol sérico, diabete, tabagismo e obesidade.
A forma como o ser humano avalia os eventos estressantes pode influenciar sua vulnerabilidade à doença, ou seja, ser capaz de prever a ocorrência de um evento estressante geralmente reduz a gravidade do estresse, mesmo que o indivíduo não possa controlá-lo.
Além de buscar apoio social positivo em momentos de estresse, as pessoas podem aprender outras técnicas para a redução dos seus efeitos negativos sobre o corpo e a mente. Algumas ferramentas incluem o engajamento em exercícios físicos, atividades agradáveis, reforçadoras, técnicas de relaxamento, que tendem a aumentar o senso de controle, alimentação rica em nutrientes, entre inúmeras outras.
O ideal seria que as pessoas aprendessem a manejar o stress de modo a terem uma
vida mais feliz, motivada e produtiva em todos os seus aspectos. Para isso, torna-se importante buscar subsídios para identificar e gerenciar as fontes do estresse, seja com o médico de sua preferência ou com um psicólogo, que possa auxiliar, com estratégias psicológicas, como lidar com o excesso de tensão.
Segundo Marilda Lipp, Psicóloga do Centro de Controle do Stress de São Paulo, “quando sabemos usar a força energética gerada pelo stress podemos atingir picos incríveis de produtividade sem arriscarmos o adoecimento do organismo”.
Sem dúvida, saber usar o stress é uma arte que vale a pena.

Ana Paula Polato.
Psicóloga
E-mail: anapolato@gmail.com
criado por Ana Paula Polato
18:08:26